
De pé: Adilson Paredão, Heitor Prates, Enaldo Rodrigues, Helio Nylon, Nelinho e Heraldo. Agachados: Nelson Leal, Valtinho, Ourí, Josias e Russo. Foto disponibilizada por Heitor Prates
Fui avisado hoje do falecimento, aos 78 anos, de Agnelo dos Santos, o Nelinho, zagueiro campeão baiano pelo Galícia em 1968. Quem me comunicou este triste fato foi o ex-jogador galiciano Heitor Prates, através do Facebook. Heitor e Nelinho atuaram juntos naquela equipe que deu ao Galícia o seu último título baiano. Em depoimento dado ao site oficial do Galícia, Heitor disse se disse “muito emocionado com a perda”. “Na minha estreia, contra o Bahia, ele era o nosso capitão. Cantava o posicionamento correto o jogo todo. Ele era um líder em campo – nunca vi igual”.
Nascido em Estância, Sergipe, em 20/07/1933, Nelinho iniciou sua carreira no Botafogo de Salvador, partindo dali para o Vitória, onde foi bicampeão nas temporadas de 1964/65. Depois, foi para o Flamengo, e de lá para o Galícia, onde conquistou seu terceiro título de campeão baiano, numa equipe memorável onde jogavam também Carlinhos, Nelson Leal, Valtinho e outros craques inesquecíveis do Demolidor de Campeões. Após o Galícia, voltou a jogar pelo Vitória, antes de encerrar a carreira pelo Leônico.
Nelinho foi um dos homenageados em evento especial realizado pelo Galícia no Parque Santiago em 2008, em comemoração aos 40 anos daquele título (clique aqui para ver fotos do evento). Sua presença nunca deixará de ser sentida no Parque Santiago, sede do clube onde viveu momentos tão felizes. O jogador foi saudado no site oficial do Galícia, que o descreveu como “um dos maiores zagueiros da história do azulino”. Daqui do Granadeiros Azulinos, enviamos também aos familiares de Nelinho nossas mais sinceras condolências, solidarizando-nos com seu sofrimento nesse momento tão difícil.
O sepultamento de Nelinho realizou-se às 17 horas desta quarta feira, no Campo Santo. Heitor Prates esteve presente, e me contou que lá reencontrou “vários companheiros do passado”, jogadores não só do Galícia, mas também do Vitória, Ypiranga e outros clubes, todos prestando uma última homenagem a quem Heitor não tem dúvidas em apontar como “o maior zagueiro que já viu jogar”.
Veja aqui mais fotos históricas do time granadeiro campeão de 1968.
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