
Jurandi no Galícia, enfrentando a Catuense em 1982
Foi com pesar que soubemos, através do blog Galícia E. C. Notícias (mantido por Roberto Jr.) do falecimento, no último dia 9 de abril, do ex-jogador e treinador Jurandi Monteiro da Luz, o “Buzina”, vitimado pela esquistossomose.
Nascido em Recife em 20 de març0 de 1951, o ponta-esquerda Jurandi atuou pelo Galícia na campanha do vice-campeonato baiano de 1982, sob o comando do saudoso Aymoré Moreira, tendo sido titular no jogo crucial contra o Vitória, que decidiu quem iria enfrentar o Bahia na final do campeonato e assegurar uma vaga na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 1983. No ano seguinte, ficou na reserva do time granadeiro durante a maior parte do Campeonato Brasileiro, atuando como titular no jogo de estréia contra o Sergipe (1×1) e no segundo tempo do jogo contra o São Paulo (0×0).
A carreira de Jurandi, porém, vinha de muito antes: revelado nos juniores do Santa Cruz no fim da década de 60, atuou também nos juniores do Fluminense entre 1970 e 71, antes de profissionalizar-se no Vila Nova-MG, time em que esteve de forma intermitente durante vários anos na década de 70, e onde jogou 137 partidas, marcando 30 gols. Durante aquela década, teve também atuações pontuais no Comercial de Campo Grande, América-MG, Rio Negro, Francana e Santos. Pelo time da Vila Belmiro, participou do Campeonato Brasileiro de 1975, ao lado de Clodoaldo e Cláudio Adão, sob a batuta do técnico Pepe.
Em 1981, esteve no Bahia, ao lado de nomes como Renato, Léo Oliveira, Osny e Dadá Maravilha, antes de começar o seu período no Demolidor de Campeões. Ao sair do Galícia, Jurandi foi para outro Vila Nova, o goiano, no segundo semestre de 1983. Um ano depois, aos 33 anos, iniciou uma nova fase de sua carreira nos Estados Unidos, atuando pelo Dynamos Soccer Team de Houston, Texas, Glaverton e Academy FC de Fall River. Nos Estados Unidos, Jurandi trabalhou também como técnico, tendo dirigido o Dynamos Soccer Team, o Academy FC e o Utah Soccer Team de Provo.
Jurandi, que vivia em Recife, onde foi sepultado, deixou uma filha e um casal de filhos adotivos.
Colaboração: Dilson Silveira
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