Acordei de madrugada para ver o Fluminense enfrentar o Liga Deportiva Universitaria do Equador, na primeira partida das finais da Libertadores, disputada nos 2800 metros de altitude de Quito. O tricolor carioca foi dominado durante maior parte do tempo e, com muitas falhas defensivas, foi derrotado por 4×2 pelos equatorianos.
Renato Gaúcho, que tenta ser o primeiro Brasileiro a conseguir o título da Libertadores como técnico e jogador (foi campeão pelo Grêmio em 1983), desesperava-se no banco de reservas a cada escanteio contra o Fluminense. As bolas centradas na área do Pó-de-arroz eram um suplício constante para o goleiro Fernando Henrique, que por mais de uma vez se viu a ponto de tomar um gol olímpico.
E foi nos escanteios que o time local sentenciou a partida: após sair na frente com apenas 1 minuto de jogo (gol de Bieler), ver o Flu empatar pouco depois (gol do argentino Darío Conca) e adiantar-se de novo aos 28, através de Guerrón, o LDU surpreendeu a mal posicionada defesa tricolor e praticamente definiu o jogo aos 33 e aos 44 minutos da primeira etapa, com finalizações de Jairo Campos e Patricio Urrutia em dois córners muito bem cobrados.
No segundo tempo, o Flu melhorou o posicionamento de sua defesa nos córners e não tomou mais sustos, mas continou sendo envolvido pelo ataque adversário que sempre vinha com perigo nos contra-ataques. Mesmo assim, ainda conseguiu diminuir com Thiago Neves, aos 6 minutos. O cansaço pela altitude e a falta de definição dos atacantes tricolores não deixaram a equipe carioca diminuir ainda mais o prejuízo.
Agora, os jogadores de Renato Gaúcho terão que se superar e contar com o apoio maciço da torcida, no próximo dia 2 de julho, no Maracanã, para reverter o resultado e conseguir seu primeiro título continental. O Fluminense terá que ganhar por ao menos dois gols de diferença para forçar a prorrogação, ou por três gols para ser campeão no tempo regulamentar. Caso contrário, verá uma equipe equatoriana ser campeã pela primeira vez – apenas o Barcelona de Guayaquil conseguiu ser vice-campeão: em 1990, contra o Olimpia, e em 1998, contra o Vasco da Gama.
Ficha técnica:
LDU: José Francisco Cevallos; Renán Calle, Norberto Araujo, Jairo Campos; Joffre Guerrón, Enrique Vera, Patricio Urrutia, Paul Ambrossi, Luis Bolaños; Damián Manso (William Araujo) e Claudio Bieler (Agustín Delgado).
Fluminense: Fernando Henrique; Gabriel, Luiz Alberto, Thiago Silva, Júnior César; Ygor, Arouca (Mauricio), Darío Conca, Cícero, Thiago Neves e Washington (Dodó).
Gols: 1-0, m.1: Claudio Biéler. 1-1, m.11: Darío Conca. 2-1, m.28: Joffre Guerrón. 3-1, m.33: Jairo Campos. 4-1, m.45: Patricio Urrutia. 4-2, m.51: Thiago Neves.
Árbitro: Carlos Chandía (Chile)
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dejeme darle la mala noticia que liga es el campeon del 2008 duela a quien le duela
Jose, desde el Maracanazo de 1950, nosotros en Brasil hemos aprendido que no se debe conmemorar el título antes de terminado el partido final…
beto, interesante lo q me indicas esa experiencia q sufrieron hace 58 años debe aver sido traumatico para la gente , soy muy aficionado al futbol creo q algun dia morire es viendo un partido de futbo seguramente me dara un infarto……. pero volviendo a la realidad el dia 3 de julio los periodicos de brasil y del mundo repitiran la noticias de hace 58 años los titulares seran iguales a esa fecha
.
LIGA UNIVERSITARIA DE QUITO CAMPEON 2008
OTRO MARACANASO
LDU 2 FLUMINENSE 1
pdt ….. los titulares en diciembre del 2008 en la prensa serian
ldu 1 manchester united 0
hola, me imagino el dolor q estas pasando estubieron cerca del cielo q la caida fue tan dura debe ser decpcionate escribir la historia asi maracanasso 2 vercion 2008
fluminense se arrodillo a liga
. el dolor para el hincha duro 2 dias comenso el 2 de julio y termino el 3 de julio
pobre gente e hinchas tiene q esperas otro 30 años para llegar al mismo nivel
ni tus nietos podran sufrir tanto
creeme tengo el mismo sentimiento
q pasa brasil donde estan los jugadores ahora ya se les puede ganar
please quiero comprar el periodico del 2 3 4julio de alla en brasil
cuanto me valdria
saludos
jose
Jose, yo, al menos, no estoy pasando cualquier dolor, en Brasil estamos acostumbrados a las victorias y a las derrotas, como suele ser en el fútbol. De hecho, en el caso del fútbol brasileño, estamos acostumbrados más a victorias que a derrotas, por eso me hace gracia tu comentario.
Enhorabuena por el título, puede que ahora vuestro fútbol entre en el camino de tener más victorias que derrotas, diferente de lo que ha sido hasta el momento.
E quizás cuando tengais cinco títulos de campeón del mundo y 13 de la Libertadores (en 30 años tal vez?) podemos hablar de igual para igual en lo que se refiere a títulos.