Para alegria de Daniel Dalence e dos meus amigos tricolores Eduardo, Márcio Rosa e Márcio Duran, o Fluminense do Rio conseguiu um feito histórico quando venceu o Boca Juniors argentino no Maracanã na noite desta quarta-feira, conquistando assim o direito de ir à primeira final da Libertadores de sua história.
Num jogo dramático e muito disputado, diante de 80 mil torcedores que lotavam o Maracanã, o Pó-de-arroz carioca virou um jogo que parecia perdido e sapecou três gols no Boca, um clube que é um verdadeiro mito da competição sul-americana. Os argentinos tiveram que se contentar em voltar para casa despidos do sonho de mais um título da competição – o clube é um tradicional habitué das finais da Libertadores.
Quem também deve estar bem contente la nos Países Baixos é meu amigo Arnaut, um holandês gente-fina que conheci na universidade no Rio, e que virou tricolor desde o primeiro momento na Cidade Maravilhosa. Bons tempos em que íamos ao Maracanã torcer pelo tricolor, no período de cinco anos que vivi no Rio, antes de emigrar para a Espanha – o Flu sempre foi o segundo do time do meu coração, atrás do Galícia, é claro.
Já meus amigos cariocas e rubro-negros Paulo, Alexandre e Lucio não devem estar lá muito contentes com a perspectiva do grande rival igualar o maior feito do seu Rubro-negro.
Agora, os comandados de Renato Gaúcho enfrentarão um outro clube sem tradição na competição, o Liga Deportiva Universitaria de Quito , que também entra como debutante nas finais, após superar o América do México. Os dois finalistas já se enfrentaram na fase de grupos, com um empate em 0×0 em Quito e uma vitória por 1×0 do Flu no Maracanã. Vamos ver se o Flu repete a dose e se torna o terceiro clube carioca campeão da Libertadores, depois do Flamengo em 1981 e do Vasco em 1998.
Leia aqui como o Marca, maior jornal esportivo da Espanha, noticiou a vitória do tricolor.
PS: Na comunidade do Galícia no Orkut, Daniel Dalence me chamou atenção para o fato de que há muitos outros galicianos que, a nível nacional, são torcedores ou simpatizantes do Fluminense do Rio. Entre estes, seu pai e xará, Daniel Argudin, além de Silvestre, Renato Santarém, Hermógenes Neto e até mesmo Raimundo Nonato Reis, presidente do Azulino.
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