Acabou há pouco a primeira semifinal da Eurocopa 2008: Alemanha 3×2 Turquia. Os turcos, mesmo desfalcados, saíram na frente e dominaram grande parte do jogo, mas não foram páreo para a imparável máquina germana, com direito a aliteração e tudo.
Assim, a Alemanha espera agora o vencedor de Espanha x Rússia, o jogo mais esperado das duas últimas décadas aqui na Espanha. “La Furia Roja”, que, desta vez, vai ter que jogar de amarelo, espera repetir a performance do jogo de estréia na competição, quando bateu os mesmos russos por 4×1, e voltar a fazer a final da Eurocopa, 24 anos depois da decisão de 1984, quando perderam para os franceses de Platini por 2×0.
A vitória suada nos pênaltis nas quartas-de-final, domingo contra a Itália, representou a quebra de um longo tabu (desde 1922 a Espanha não ganhava dos italianos em competições oficiais) e foi comemorada na maior parte do país – para os que não sabem, devido aos nacionalismos regionais aqui da Espanha, muitos torcem contra a seleção, principalmente no País Basco e Catalunha, mas até mesmo na Galícia. E olhe que a seleção conta com alguns jogadores catalães de renome, inclusive Puyol, o capitão e símbolo maior do Barça.
Mesmo assim, deu para sentir que, aqui em Barcelona, a quantidade de torcedores pró-seleção parece superar a dos que são contra, como mostra essa gravação que fiz da janela daqui do apartamento, logo após o último pênalti convertido por Cesc Fàbregas, outro catalão que ostenta as cores da Fúria. Clique na imagem abaixo para escutar a gravação.
A vitória da Espanha também quebrou outro tabu: por incrível que pareça, a seleção havia sido eliminada por três vezes nas quartas-de-final nesta mesma data: no Mundial de 1986 ante a Bélgica, na Eurocopa 1996 pela Inglaterra, e no Mundial 2002 pela anfitriã, a Coréia.
Dessa vez, a vitoriosa das quartas-de-final de 22 de junho foi a seleção vermelha. E, uma vez mais, um dos grandes responsáveis foi “San Iker”, o goleiro que pára tudo na hora da verdade e que é uma das poucas unanimidades do país.
Vamos ver se amanhã a equipe de Luis Aragonés não decepciona e chega à sua terceira final da Eurocopa – a Espanha foi a campeã da segunda edição da competição, em 1964, contra a URSS.
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Obvio que não são todos os Catalaes nem todos os Bascos, e nem a maioria do Galegos a serem contra a Espanha, acho que a Espanha ta pronta para levantar o caneco, assisti a todos os jogos e a Espanha mostra um futebol de toques e de muita agressividadede, um fotebol envolvente estou torcendo para ver a Furia campeã
o grande problema da espanha, era que a maioria dos seus jogadores eram reservas em seus times. quando iam para a seleção estavam sem ritmo de jogo.
agora com a saida de alguns para o futebol ingles e italiano, a historia mudou.
a seleção esta priorizando a posse de bola, e so partindo com segurança para o ataque. so não entendo pque o fabregas não sai jogando de 1ª. e pque o fernando torres que perde tantos gols é titular. no mais ta OTIMA, parece até o brasil de antigamente. arriba espanha
A Espanha lutou contra o estigma do “jogar bonito e perder”.
Inúmeras vozes se levantaram para defender o futebol objetividade, eficiência.
A Espanha seguiu firme, com o seu futebol de toques, agradável de se ver.
E, se houver justiça no futebol, a Alemanha sucumbirá diante da fúria!