A Espanha venceu a Alemanha na noite deste domingo em Viena e conquistou seu segundo título da Eurocopa, quarenta e quatro anos depois da vitória contra a União Soviética em 1964. Os comandados de Luís Aragonés mostraram o mesmo bom e envolvente futebol que foram marcas registradas da equipe durante toda a competição, e confirmaram assim o seu favoritismo contra uma Alemanha que, apesar da luta, não conseguiu em nenhum momento impor seu jogo.
Desta vez, não foi preciso esperar a agonia da prorrogação e dos pênaltis, como ocorreu nas quartas-de-final contra a Itália. O gol solitário marcado pelo que foi considerado o melhor jogador da partida, Fernando Torres, aos 33 minutos do primeiro tempo, após um belo lançamento de Xavi, bastou para fazer vibrar milhões de fãs em todo o país e assegurar uma vitória merecida.
Apoiados desde a tribuna de honra pelo Rei Juan Carlos, a Rainha Sofia, o primeiro-ministro José Luis Rodrigues Zapatero e outros membros do governo, além de milhares de torcedores que viajaram de última hora a Viena, juntando-se aos que ali já estavam (entre eles, o bicampeão mundial de Fórmula 1, Fernando Alonso), os atletas espanhóis fizeram valer o “jogo bonito”, talvez por contar com um brasileiro: Marcos Senna, do Villareal, que tem dupla nacionalidade espanhola-brasileira.
Se bem que os alemães até que tentaram reagir na mesma moeda, quando entrou em campo Kevin Kuranyi, germano-brasileiro. Mas não adiantou: o brasileiro da Espanha levou a melhor sobre o da Alemanha. E Senna foi mesmo um dos artífices da boa campanha de “La Furia”, sendo reconhecido por todos os torcedores e meios de comunicação como um dos melhores jogadores da equipe durante a Eurocopa.
Uma equipe que contou com jogadores de quase todas as partes da Espanha, desde o asturiano David Villa até os andaluzes Sergio Ramos, Marchena e Güiza, passando pelo canário David Silva, o madridista e capitão “San” Casillas, além dos catalães Puyol (símbolo e capitão do Barcelona), Xavi, Cesc Fàbregas e Capdevila, além de Iniesta que, apesar de ser de Castilla-La Mancha, é cria do Barça.
O que nos leva a um assunto que comentei aqui no blog quando escrevi sobre o jogo contra a Itália: em algumas partes da Espanha, principalmente País Basco e Catalunha, houve gente não vibrou com a seleção, chegando até mesmo a torcer contra ela: são os independentistas. Mas desta vez, em Barcelona, os que são a favor da seleção pareceram superar em número os contrários, já que a rua se viu cheia de gente comemorando o título. Gravei mais uma vez o barulho que se escutava da varanda de casa logo após o apito final. Clique aqui para escutar.
E depois do jogo, dei um passeio pela cidade e pude ver a quantidade de pessoas comemorando, principalmente nos arredores da Plaça Espanya, perto de onde moro, e na região da Plaça Catalunya e proximidades das Ramblas. Veja aqui o vídeo de como estavam as ruas da Cidade Condal logo depois do jogo – obrigado a meu amigo João Gramacho que filmou com minha câmara enquanto eu dirigia. João tirou também a foto que ilustra este texto.
Mas, mesmo com tanta comemoração nas ruas, nos fóruns online dos principais jornais catalães, como o La Vanguardia e o El Periòdico, houve muita discussão madrugada adentro entre os que estavam a favor e contra a seleção: enquanto alguns catalães independistas criticavam a vitória e pediam o direito de a seleção catalã poder participar de jogos oficiais, outros queixavam-se do prefeito de Barcelona, Jordi Hereu, que não disponibilizou telões na cidade para que os fãs pudessem acompanhar a seleção. Estas queixas eram ainda maiores porque o Ajuntament (prefeitura) instalou telões em vários jogos do Barcelona pela Liga dos Campeões, para que os fãs dos times visitantes pudessem acompanhar as partidas. Por que então não instalar nos jogos da seleção? Além disso, em várias das grandes cidades espanholas foram instalados telões em lugares públicos, por que não em Barcelona?
Mas, pelo que eu vi, as maiores discussões nos fóruns online estavam no Sport, jornal esportivo catalão, leitura obrigatória dos torcedores do Barça. Enquanto os demais jornais (principalmente os esportivos), davam manchetes enormes sobre a vitória, ocupando a maior parte da página, o Sport reservou uma área bem modesta para o acontecimento, o que levou muitos torcedores a protestar (comparem a capa do Sport com a do Marca, diário esportivo de Madrid). Li o comentário de um leitor catalão indignado que se dizia sócio e torcedor do Barcelona e leitor do Sport, dizendo que nunca mais leria o jornal, pois havia achado isso um absurdo sem tamanho. Por outro lado, alguns leitores parabenizavam o jornal por não entrar na onda da “comemoração espanhola”. Pois é, as picuinhas do nacionalismo…
Seja como for, é certo que a maior parte da Espanha foi dormir contente, com um título que há muito tempo estava entalado na garganta. Como disse Zapatero numa entrevista após o jogo, há toda uma geração de espanhóis que, como ele, não sabiam o que era comemorar um título importante no futebol. Nos últimos anos, foram muitos títulos espanhóis no tênis, Fórmula 1, basquete, até no futebol de salão, mas faltava um no futebol. Agora, entre os atletas espanhóis que triunfaram com T maiúsculo, poderemos incluir, além de Rafa Nadal, Fernando Alonso e Pau Gasol, a Casillas, Puyol, Villa e companhia.
Desta vez, não valeu o conhecido dito popular “jugamos como nunca, perdimos como siempre”. Pelo contrário, e para alegria de “los chicos de Aragonés”, esta foi a noite do “A por ellos” e do “Podemos”!
Enhorabuena, España!
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Uma seleção que tem uma defesa tranquila, um meio de campo criativo, um ataque de qualidade não poderia ser senão o CAMPEON, parabéns a Espanha mostrou sua qualidade, e além de tudo determinação, determinação de um Velho Lobo, ARAGONÉS, esse titulo é seu
roberto serret
Bom pelo fundo do meu coração Espanha você estão de parabens
furia eugostei da Espanha ser campeã .
eu vi se apaixonei são muito fãz
o Davi silva é Davi Villa são melhor da europa ,eu sei Gergio é bom
de mais esta nunca fou esquecer eu quardarei no meu coração
e também ino do laga dos campeão.