Ontem vi na televisão o jogo entre o Real Madrid e o Bayern de Munique. Os merengues seguem sua trajetória incerta dos últimos anos. Depois de uma bobeira de Roberto Carlos, conseguiram sofrer o gol mais rápido de toda a história da Champions. Não tiveram condições de empatar, mesmo contra um Bayern que não era lá essas coisas, e ainda por cima levaram o segundo, numa daquelas cabeçadas certeiras de Lúcio em escanteios.
No fim do jogo, ouvi na rua uma saraivada de fogos de artifício dos “culés”, os torcedores do Barça felizes da vida com a eliminação do rival. Devem ter usado todos os fogos que tinham reservado na véspera para a classificação do Barça, que também acabou não chegando. Assim, entre os espanhóis, apenas o Valencia segue vivo na competição. Além dele e do Bayern, classificaram-se os italianos Roma e Milan, o holandês PSV e os ingleses Manchester, Chelsea e Liverpool, carrasco do Barça.
Agora, Barça e Madrid preparam-se para a batalha de sábado pela Liga, aqui mesmo em Barcelona, quando um dos dois vai ter a chance de dar um respiro na crise, caso vença o clássico. O Madrid é quem mais precisa da vitória, não só porque está atrás na tabela, mas também porque sua crise é maior: Capello no fio da navalha, o fim da era galáctica, a ida de Zizou, Beckham, Ronaldo, e agora, Roberto Carlos, um time que não se acerta, a torcida desencantada com a diretoria. A ver se conseguem dar a volta por cima ainda este ano. Enquanto isso, no lado do Barça, a principal pergunta é: Ronaldinho joga ou não? Vamos esperar amanhã para saber.
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