Postei esse texto na comunidade do Galícia no Orkut. Mas como o assunto é interessante, o coloco aqui no site:
Os públicos dos jogos da Taça Estado da Bahia têm sido muito pequenos, menores ainda que os da Segunda Divisão. O que é compreensível, já que Bahia e Vitória não jogam com seus times principais, e ganhar a Taça não representa muito em termos práticos, ao contrário da Segundona, em que se luta pelo acesso. Acho que o mais importante da Taça para o Galícia é poder manter o time em atividade. Sem falar que já há o problema das equipes da 2ª divisão terem que passar todo o primeiro semestre sem competir…Nosso calendário deveria ser repensado, mas aí já entrarímos na discussão de todo o calendário do futebol brasileiro..
Seria muito mais útil e interessante se a 2ª Divisão do Baiano durasse um pouco mais e não houvesse a Taça Estado da Bahia. A Segundona durou 3 meses, de 29/07 a 29/10. Poderia ser estendida até o fim de novembro ou começo de dezembro. Para isso, bastaria uma mudança na fórmula. P.ex., colocar pontos corridos com dois turnos. Ou pontos corridos em dois turnos e uma final entre os dois melhores, ou entre os campeões dos turnos e o que tem mais pontos.
Outra idéia para vitaminar a Segundona seria colocar o Bahia B e o Vitória B (que são os que participam da Taça Estado) para dela participar, com o detalhe óbvio de que eles não poderiam subir, caso ficassem em primeiro. Isso aumentaria o atrativo da competição e, consequentemente, o público.
É como ocorre aqui na Espanha, em que todos os principais clubes têm equipes B, C, etc., que participam das outras divisões, mas com a regra de que não pode haver duas equipes do mesmo clube participando na mesma divisão.
Ainda assim, restaria a equipes como o Galícia o dilema do que fazer no 1º semestre, ou melhor, na parte do 1º semestre que é dedicada aos Estaduais da Primeira Divisão (caso da Bahia). Na verdade, um problema similar afeta também os clubes da Primeira Divisão estadual que não conseguem vaga para a Terceira Divisão do Brasileiro: eles ficam sem ter o que fazer no 2º semestre (e em parte do 1º), durante o Brasileirão.
Torneios regionais como o “Nordestinho” poderiam ser uma solução. Mas realmente é necessária uma solução. Não se pode deixar a situação continuar como está, sob pena de levar mais e mais clubes para o fundo do poço.
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