Aconteceu o que eu temia: a Espanha foi muito confiante para cima da França, mas não pôde com a experiência dos “Bleus”, liderados pelo “vovô” Zidane (para a alegria de minha namorada e de seus conterrâneos).
Como bem citou Fernando Carreño em seu blog no jornal Marca, a imprensa passou os últimos dias dizendo que a Espanha ia “jubilar” (aposentar) Zidane, que este seria seu último jogo na carreira, que Espanha já estava pensando em enfrentar o Brasil nas quartas…
Inclusive, durante a partida, o narrador espanhol do canal Cuatro insistiu várias vezes na “jubilación” de Zidane, principalmente enquanto a Espanha esteve à frente do marcador. Mas “Zizou” mostrou que futebol é algo imprevisível e jogo se ganha é dentro do campo em 90 minutos (mais acréscimos). A França provou também que, em Copa do Mundo, a camisa pesa muito.
Aliás, nunca vi uma copa onde o peso da tradição contou tanto como essa. Temos nada mais, nada menos, que seis campeões mundiais entre os 8 participantes das quartas-de-final, algo nunca visto antes: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Inglaterra e França. Juntos, eles ganharam 15 dos 17 mundiais já realizados! Só faltaria o Uruguai com seus títulos.
E a não ser que Portugal de Felipão vença a batalha com os ingleses ou que Ucrânia aplique uma zebra contra a Itália, teremos uma situação que só ocorreu antes por duas vezes: que os 4 primeiros colocados sejam seleções ex-campeãs. Em 1970, tivemos os 4 primeiros Brasil, Itália, Alemanha e Uruguai (7 títulos no total, na época). Em 1990, foram Alemanha, Argentina, Itália e Inglaterra (8 títulos juntas, na época).
Leia também:


