Este interessante artigo saiu no Correio da Bahia, em outubro de 2003. Fala sobre o músico Batatinha (Oscar da Penha), famoso por suas canções de carnaval, que teve uma curiosa passagem de sua vida ligada ao Galícia, na época em que trabalhava no jornal Diário de Notícias.
Trabalhando no jornal, ele convivia com o pessoal da rádio, seus artistas e radialistas. Um deles era o pernambucano Antônio Maria, que mais tarde faria sucesso no Rio de Janeiro como compositor, autor de músicas como Manhã de Carnaval e o clássico da dor-de-cotovelo Ninguém me ama, ninguém me quer. Naquela época, Antônio Maria foi chamado para dirigir a Rádio Sociedade da Bahia. Lá, conheceu o office-boy Oscar da Penha e percebeu que ele tinha jeito de bamba. Convidou o menino a fazer um teste para participar de um programa que ele lançaria na rádio, mistura de futebol e samba. Batatinha, um adolescente que nem sabia o significado da palavra teste, acabou sendo aprovado. Virou jogador do Galícia, no Campeonato do samba.
Eram seis times, formados por três “jogadores” cada, que se enfrentavam no “campo” do Teatro Guarani. Nos embates, narrados como uma partida de futebol, o locutor Antônio Maria dava a deixa para que cada cantor entrasse com um samba. Se ficasse bom, o sonoplasta fazia um sinal e ele gritava: Goool! A platéia explodia em aplausos. Batatinha, que ainda era conhecido como Oscar da Penha, representava o jogador Louro, do Galícia. Na entrevista a Gonçalo Júnior publicada na Revista da Bahia, onde contou essa história, ele lembrou com orgulho que fez bonito na competição. Na estréia, já marcou gol e o Galícia foi vice-campeão.



Gostaria de deisxar a qui o registro de uma cantora Paulista
Adriana Moreira que fez um trabalho sobre a obra do compo-
sitor baiano Batatinha. Cd. lançado em 2006 com músicas inéditas e algumas regravações.
Vale a pena ouvir
http://www.myspace.com/adrianamorera